14 de maio de 2012

SAP Labs: ampliação começa em julho

A SAP começa em julho as obras de ampliação do seu centro de desenvolvimento e suporte localizado em São Leopoldo.

Com a expansão, que deve ser concluída num prazo de até 14 meses, a área do centro dobrará, chegando a aproximadamente 2,5 mil metros quadrados.

Hoje com 514 empregados – foram 180 contratações só no ano passado – o SAP Labs Latin America terá lugar para mais 552 colaboradores.

“Teremos mais espaço para clientes, parceiros e nossos colaboradores, sem abrir mão das exigências quanto à sustentabilidade”, aponta Dirk Wagener, vice-presidente de consumer development do SAP Labs Latin America.

Diferente do que foi feito na construção do primeiro prédio, inaugurado em 2009, quando a Tedesco executou a obra por um orçamento fechado na faixa dos 17 milhões de euros, dessa vez a SAP vai se envolver diretamente na administração da obra, afirma Fabiano André Hennemann, coordenador de Facilities do centro.

Hennemann e Wagener foram os anfitriões de uma visita guiada para jornalistas europeus e americanos no centro nesta segunda-feira, 07, da qual participou também a reportagem do Baguete Diário.

Os executivos não abriram dados do orçamento e demais detalhes sobre o planejamento da obra.

Segundo o Baguete pode apurar junto a fontes próximas da negociação, a multinacional alemã está fazendo no momento os últimos ajustes em um novo contrato com a Tedesco que deve ser assinado nos próximos dias.

O aquecimento dos custos da construção civil brasileira fez a SAP relutar em começar a ampliação.

No começo de 2011, o então presidente do centro, o holandês Erwin Rezelman – que saiu da SAP em janeiro – chegou a afirmar que a expansão poderia ser posposta para depois da Copa de 2014, em uma estratégia para escapar do boom dos preços.

Ao longo do último ano, o SAP Labs já estava locando salas em um dos prédios do Tecnosinos para abrigar os funcionários extra.

O aquecimento do mercado brasileiro pode ter ajudado à tirar da gaveta os planos de expansão.

Em março, a SAP Brasil divulgou que está no meio do caminho para alcançar a estratégia anunciada em 2010 de triplicar a receita de software até 2014.

Dois anos depois de anunciada, 52% da meta já foi atingida, com impulso de soluções complementares que tiraram o ERP do motor de expansão.

A subsidiária brasileira da multinacional já é a terceira maior do mundo.

O próprio evento de hoje não deixa de ser um sinal do prestígio verde amarelo na organização.

Pela primeira vez, a SAP trouxe ao país jornalistas estrangeiros de publicações como Financial Times, Computerworld UK e USA Today, em um roteiro que começou pelo SAP Labs e deve incluir também a sede e São Paulo, além de visitas a clientes como Braskem e Pão de Açúcar.

SAP tem desempenho recorde no 4º trimestre, puxado pela receita de software

A SAP comemora o desempenho do último trimestre de 2011. A receita da fabricante alemã com software foi de 1,74 bilhão de euros, o que representa uma alta de 16% (17% em moeda constante) na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com resultados priliminares divulgados nesta sexta-feira, 13. Com isso, a receita no segmento de software deve fechar 2011 em 3,97 bilhões de euros, cifra recorde que representa alta de 22% (25% em moeda constante).

O desempenho excepcional da área de software vem ocorrendo desde o terceiro trimestre do ano passado, quando mais que dobrou seu lucro. A SAP atribuiu os resultados à tecnologia SAP Hana, que ultrapassou a meta de 100 milhões de euros em receita no ano. O software em questão superou em mais de 60% o valor estipulado. Além disso, a empresa divulgou crescimento de dois dígitos em todas as regiões do mundo. O lucro operacional no ano deve fechar em 4,71 bilhões de euros (4,78 bilhões de euros em moeda constante).

SAP Labs Latin America recebe certificado verde

O SAP Labs Latin America acaba de receber a Certificação LEED Gold de sustentabilidade para novas construções. Instalado em São Leopoldo-RS, o SAP Labs é a primeira localidade de desenvolvimento e suporte da SAP na América Latina focada em atender e capacitar clientes e parceiros dessa região. Ele está localizado no pólo tecnológico da Universidade Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em um edifício construído em 2009 sob padrões mundiais de sustentabilidade.

Embora já fosse desde a sua concepção uma instalação verde reconhecida pelo US Green Building Council, o prédio agora recebe da organização o certificado que comprova os resultados, a manutenção e o cumprimento das características sustentáveis ao longo de dois anos.

A Certificação LEED Gold só é concedida a instalações registradas pelo US Green Building Council após a submissão de todos os resultados que comprovam a eficiência energética do prédio em operação, como por exemplo: em um ano de uso, redução de 9,5% no consumo de energia, justamente para atestar os resultados esperados e que continuam seguindo os padrões globais de sustentabilidade.

Um dos apenas 15 SAP Labs no mundo, o SAP Labs Latin America é o primeiro a receber a certificação e a segunda instalação da SAP em todo o mundo construída de acordo com os padrões determinados pelo Conselho (a primeira é o Campus Newton Square, nos Estados Unidos). “Esse reconhecimento é uma conquista muito importante para a SAP, pois representa o compromisso da organização com a sustentabilidade para ajudar o mundo a funcionar melhor”, diz Clas Neumann, vice-presidente sênior e global head do SAP Labs Network.

SAP tem novo VP de educação para América Latina

SAP Brasil tem um novo vice-presidente de educação (SAP Education) para a América Latina. Com 13 anos de empresa, Enrico Martellini assume o cargo tendo como principal objetivo transformar o negócio de Educação da SAP, por meio de um novo portfolio e modelo de entrega dos cursos e treinamentos, que serão mais flexíveis e com cobertura mais ampla. Como formadora de mercado, a SAP Education deverá ter um papel fundamental para aumentar e gerar conhecimento para o ecossistema da empresa.

Para alcançar suas metas, Martellini vai atuar como apoio à inovação, com treinamentos e cursos específicos para as mais recentes ferramentas, como o SAP Hana, solução de computação em memória, e mobilidade. Além disso, a área de educação deve funcionar como um apoio para o plano de crescimento da empresa no Brasil, que prevê triplicar a receita de software em cinco anos, até o início 2015.

“A área de Educação é extremamente relevante para os negócios da SAP, uma vez que, para tirar melhor proveito dos investimentos feitos em soluções, os usuários têm de estar capacitados para usar as ferramentas da melhor maneira possível”, afirma Enrico Martellini, em nota à imprensa.

Na SAP desde 1997, Martellini já passou por diversas posições dentro da área de Serviços, entre elas consultoria, vendas, gerenciamento de projeto e gerenciamento de riscos. Nos últimos três anos, foi responsável pelo Customer Office, com foco no setor de manufatura.

Além de assumir como vice-presidente de Educação, o executivo se torna membro da equipe de Liderança na América Latina de Serviços e da equipe Global de Educação. Formado em Engenharia Eletrônica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e com MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Martellini ficará baseado no escritório da SAP em São Paulo.

SAP quer puxar parceiros para vendas além do ERP

Atualmente, vendas indiretas respondem por 22% das receitas locais da fabricante. Meta é elevar esse porcentual para 40% até 2015

O avanço para posicionar-se como fornecedora em frentes que vão além do tradicional software de gestão empresarial (ERP) faz com que a SAP enfrente o desafio de puxar seus parceiros nacionais para venda das soluções que engrossaram a oferta da fabricante alemã nos últimos meses.

O portfólio ganhou peso em mobilidade com a chegada da Sybase, adquirida por 5,8 bilhões de dólares. Soma-se a isso a aposta na tecnologia in-memory. Há, ainda, um direcionamento para oferta de tecnologia em direção a nuvem, com a promessa do Business ByDesign prevista para 2012, e a compra da SuccessFactors, fornecedora de soluções de gerenciamento de capital humano no modelo de cloud computing, por 3,4 bilhões de dólares na segunda-feira (05/12).

Todo movimento vem em um momento que a fabricante lançou um desafio pessoal de triplicar a área de software no Brasil em cinco anos (plano anunciado ainda em 2009). O caminho, segundo Luis César Verdi, presidente da subsidiária nacional, tem sido cumprido dentro das metas previstas até agora.

Outra questão toca elevar a participação das vendas indiretas para 40% das receitas globais da corporação até 2015. Atualmente, os negócios gerados dessa forma no mercado brasileiro respondem por 22% do faturamento local da fabricante.

Sergio Camorcio, diretor de canais da SAP no Brasil, pontua que o projeto de triplicar as receitas locais e dobrar o percentual atual de vendas indiretas abre um potencial para que a relevância dos parceiros cresça seis vezes sobre patamares atuais.

A companhia prepara-se para dobrar a base atual de revendas (atualmente, cerca de 60 canais, com quem mantém relacionamento direto) para dar conta da missão.

O executivo menciona que a expectativa para tal evolução não venha apenas da transferência de negócios antes atendidas diretamente para as mãos dos parceiros. Segundo o diretor, o fator fundamental a considerar contempla ampliação de atuação da base por especialização da solução para captar novas oportunidades e através de uma mais efetiva cobertura geográfica.

Resource quer ampliar presença no Brasil e na AL

Por DÉBORAH OLIVEIRA, DA COMPUTERWORLD
Estratégia é apoiada em aquisições, abertura de filiais e governança. Companhia deverá fechar 2011 com faturamento de US$ 270 milhões.

No ano em que comemora 20 anos, a Resource, integradora e desenvolvedora de software, deverá encerar 2011 com faturamento de 270 milhões de reais, expansão de 35% em comparação ao ano anterior. Do incremento, 25% vem do crescimento orgânico e 10% por meio de aquisições, afirma Gilmar Batistela, presidente da empresa. Segundo ele, a Resource quer conquistar mais fatia no mercado nacional e latino-americano, atender a clientes em escala global e registrar receita de 1 bilhão em três anos. Para conquistar esses objetivos, traçou estratégia agressiva para os próximos meses.

Algumas delas, diz, já foram colocadas em prática e diante do bom andamento dos negócios o executivo não descarta a possibilidade de abrir capital (IPO). No entanto, de acordo com Batistela, não é possível, no momento, precisar quando isso acontecerá. “Nossas projeções estão fora da curva do mercado e mais para frente podemos avaliar”, assinala.

Entre as iniciativas que colaboraram para que a organização conquistasse resultados expressivos estão os investimentos no incremento orgânico. “Ampliamos atuação em São Paulo, com nova filial, abrimos escritórios no Chile e na Argentina e estamos expandindo para Curitiba e Salvador”, enumera Batistela. “Nos próximos dois anos, vamos investir 5 milhões de reais no crescimento. As próximas praças em que vamos atuar serão Colômbia e México”, diz.

Inicialmente, a operação chilena será baseada em fábrica de software e outsourcing de desenvolvimento de sistemas, soluções SAP [parceira da companhia] e serviços para o segmento de meios de pagamento eletrônico. Mas poderá saltar para outras frentes dependendo das necessidades locais, avalia Batistela. Já a filial argentina vai dar prosseguimento a projetos globais.

Para garantir expansão sustentável e seguir a meta que estabeleceu, a Resource anuncia a chegada de Rogério Oliveira no Conselho Consultivo de Administração. Ex-presidente da IBM, o executivo terá como função regular as questões de governança na empresa e consolidar o plano de desenvolvimento.

“Vamos trabalhar para estabelecer um processo de governança que prepare a companhia para ser maior. As expectativas são grandes já que haverá forte consumo de TI nos próximos anos. Copa e Olimpíadas também vão puxar essa demanda”, afirma Oliveira.

O conselho, de acordo com Oliveira, vai ajudar a supervisionar e a melhorar os processos da operação. Investimento em mão de obra e treinamento também estão no foco, pontua. “Entrega de projetos com qualidade é fator de diferenciação no mercado”, explica.

Ele aponta que seu relacionamento com a IBM deverá estreitar a aliança entre as duas companhias. O executivo diz ainda que as demais parceiras, Oracle, Microsoft e Salesforce [a mais recentes delas] não serão esquecidas e terão importante peso nos negócios. A Resource busca ainda estabelecer parcerias de nicho para oferecer vendas cross, com um mix de ofertas.

Já os setores que estão na mira são financeiro [que representa a maior fatia do faturamento da companhia, cerca de 30%, segundo Batistela], meios eletrônicos, indústria e governo, no qual a Resource tem pouca presença e quer ingressar. “Queremos contratar pessoal para atuar nessa vertical, pois entendemos que é um segmento que está buscando cada vez tecnologias”, diz Oliveira.

Reforço no portfólio
Em março deste ano, a Resource comprou a BBKO [que contabilizava faturamento anual de cerca de 60 milhões de reais] para fortalecer atuação em soluções SAP, que deverá responder 25% dos negócios no primeiro ano. Com a compra, mais de cem clientes foram integrados à carteira da companhia e somou um time de 450 especialistas em tecnologias da fornecedora.

Marcos Peano, que era presidente da BBKO e agora assume como diretor-executivo de Negócios SAP da Resource, diz a empresa adquirida traz uma série de possibilidades para a Resource como a atuação na indústria e em tecnologias emergentes como cloud computing e mobilidade. “Com a possibilidade de venda cross selling, vamos levar uma amplo leque de produtos para os clientes e por isso esperamos crescer duas vezes mais que outros parceiros SAP”, projeta.

Peano diz que agora a companhia conta também com uma célula de inovação. “Ela atua por meio de três frentes, melhoria de processos internos, ofertas existentes e novas ofertas”, lista. Um exemplo de solução que foi criado do núcleo é o SiteSeeing, framework que mede a qualidade de serviços e tempo de resposta de aplicações on-line.

“Queremos melhorar os processos dos nossos clientes e essa área vai ao encontro”, avalia. Para 2012, novas aquisições deverão ser realizadas, aponta Batistela. “Aquelas que farão sentido para os negócios e agregarem valor serão avaliadas com cautela”, finaliza.

“A SAP apresentou de forma concreta como a inovação se pode transformar em valor“

Publicado por Casa dos Bits,

As novidades do SAPPHIRE, que se realizou na semana passada em Madrid, centraram-se sobretudo na inovação mas também na agregação de valor e na capacidade da SAP criar mais valor para os seus clientes. O maior evento da empresa alemã de software levou mais de 9 mil pessoas à capital espanhola para conhecer a estratégia de produtos e ver “em direto” a aplicação prática de alguns anúncios recentes.

Aproveitando a presença no evento o TeK falou com o diretor geral da subsidiária portuguesa para perceber o impacto dos anúncios a nível local e a estratégia da empresa para o mercado nacional.

TeK: Quais são, na sua perspetiva, os principais anúncios do SAPPHIRE e qual o impacto para os clientes portugueses da SAP?
Paulo Carvalho: O que se passou aqui é muito relevante e também muito relevante para os parceiros portugueses. Prova disso é que temos mais de 150 pessoas de Portugal a assistir a este fórum, entre clientes e parceiros. E não é todos os dias que conseguimos ter uma audiência que vem propositadamente e se dedica durante dois dias a ouvir o que a SAP tem para mostrar.
Há três anos seria quase impossível pensar que a SAP estaria onde está hoje na posição de trazer desafios para o negócio para os clientes, e esse foi o grande tema para o SAPPHIRE, embora não haja um tema formal.
E eu penso que a SAP apresentou de forma concreta como a inovação se pode transformar em valor. Esse desafio, na situação de algumas regiões, é ainda mais premente. Hoje em dia vivemos num período difícil, todos temos de estar conscientes, todos fazemos parte do problema mas todos temos de apresentar soluções. E eu acredito que a inovação é parte da solução: tem o papel de inovar para gerir melhor, mas também um driver para o negócio e trazer novas oportunidades de negócio

TeK: E é possível melhorar onde?
Paulo Carvalho:
Sabemos que é possível melhorar em alguns sectores. Sabemos todos isso e todos os dias somos inundados de notícias sobre áreas onde pode haver melhorias. A atenção está mais centrada no sector empresarial do Estado, nas empresas públicas do Estado, na Administração Pública Central e Local, mas a verdade é que mesmo nas empresas privadas ainda há espaço para também otimizar e racionalizar.
Uma das áreas onde está a haver grandes novidades é a do retalho, e tive oportunidade de falar com vários clientes sobre isso. A forma como as empresas se relacionam com os clientes pode mudar radicalmente com tecnologias como o HANA, o cloud e in-memory. Hoje é possível fazer campanhas dedicadas a um cliente, um indivíduo, em tempo real, e isso seria impensável sem esta tecnologia. É possível ter campanhas de marketing one to one, usando a informação que os clientes deixam nos cartões de fidelização, na Internet e no Facebooks.
E estamos a usar apenas o exemplo de uma indústria, que tem impacto noutras áreas, porque geram desafios para outras indústrias, há que adaptar toda a cadeia logística e por isso a forma como se gerem esses negócios também vai mudar. E a SAP está a desafiar os seus clientes para essa mudança.
Em Portugal acreditamos que essa mudança pode ajudar empresas que tenham expandido os seus negócios para fora de Portugal a competir melhor, e há muitas empresas que estão a fazê-lo bem e há empresas que têm grande sucesso for ade Portugal e sustentam muito do seu negócio a nível internacional. Mas também pode ajudar as empresas que estão em Portugal a encontrarem formas diferentes de fazerem negócio no mercado interno e estarem aptas a concorrerem com outros players internacionais.

TeK: E a nível financeiro qual é o impacto esperado? No final do primeiro semestre tinha revelado expectativas positivas. Mantêm-se com a atual conjuntura económica?
Paulo Carvalho:
Nós mantemos uma perspetiva realista e positiva. E esperamos ter condições de crescer. Não estamos neste momento ainda em condições de fazer um balanço final, mas o que lhe posso confirmar é que o que se passou até aqui representa um crescimento de negócio e esperamos no que nos falta fazer continuar a cumprir o nosso plano.
E grande parte do que estamos a fazer nos nossos clientes está muito orientado a estas áreas nocas, de gestão de informação, de soluções de indústria. Muito do nosso crescimento não vem da oferta tradicional do ERP, embora tenhamos um foco muito grande em garantir a evolução do core e por isso a SAP acaba de garantir a extensão do suporte até 2020, o que é um sinal de confiança muito grande para os nossos clientes, e acabámos de lançar um Enhancement Pack com mais de 120 funcionalidades e não é um upgrade disruptivo, podendo o cliente ativar o que faz sentido para o seu negócio.
Esta foi uma grande mudança para os nossos clientes, porque este upgrade não é disruptivo.

TeK: Quais são as razões que justificam que a SAP esteja a crescer de forma tão significativa nesta conjuntura económica?
Paulo Carvalho:
Esta é uma pergunta recorrente de jornalistas mas também de clientes e parceiros: como é que a SAP está a crescer de forma tão expressiva e apresentou resultados de 32% de crescimento no último trimestre, havendo países a mais do que duplicarem a faturação este ano. Isso só é possível pela aposta clara que a SAP fez na inovação, com um roadmap de produtos e tecnologia bem definido, e o que mostrámos neste SAPPHIRE foi a tradução em valor dessa inovação, com casos em clientes no espaço de menos de um ano, com nomes muito importantes.

TeK: Essa não disrupção que referiu foi uma das mensagens importantes no SAPPHIRE. Gostava de perceber como é que isso impacta no negócio da SAP. Ao incluir mais produtos nos pacotes de manutenção limita a capacidade da empresa de vender novas soluções e gerar novas receitas, motivando os clientes para novos investimentos…
Paulo Carvalho:
A área de suporte da SAP é muito importante para os nossos clientes porque garante um nível de serviço que é fundamental para os seus negócios. Ajudamos muitos clientes a suportar os seus processos de negócio crítico em temos procurado apoiar os nossos clientes, também em Portugal, para que o valor do que lhes é entregue seja entendido e utilizar, mas o que procuramos com os nossos clientes é através da consolidação de aplicações, redução da complexidade e standartização das infraestruturas associadas às aplicações, reduzir custos de exploração e isso temos feito com muito sucesso.
Conseguirmos que um cliente nosso liberte valor para investir na inovação é muito importante e vamos procurar fazê-lo.

TeK: A própria tecnologia HANA é apresentada como de grande valor para o negócio, sendo também apresentada como não disruptiva, mas as empresas têm de fazer novos investimentos. E o que vai acontecer aos datawarehouses e aos investimentos já feitos que agora se tornam desnecessários – ou menos necessários?
Paulo Carvalho:
Somos uma empresa e estamos aqui para fazer negócio. O investimento nos datawarehouses está feito e o que as empresas têm aqui são custos e um mau serviço. O que o HANA tenta fazer é simplificar a infraestrutura associada aos ambientes de IT – nós trazemos inovação não trancando o cliente em tecnologia proprietária-, abrir novas aplicações para o negócio não obrigando as empresas a limitar o acesso por problemas de estrangulamento. E por último há um aspeto muito relevante: a possibilidade de decidir em tempo real. Nos nossos negócios já não é aceitável esperar dias, às vezes horas, às vezes minutos, para aceder à informação de negócio. O que o HANA faz é trazer a informação relevante para o negócio em tempo real.
Do ponto de vista de investimento a nossa preocupação é conseguir mostrar aos clientes um retorno económico para a inovação. Inovação sem retorno não se justifica e hoje em cada cliente tentamos trabalhar temas como retorno do investimento, TCO dos vários projetos e temos pessoas na SAP que ajudam os clientes e parceiros neste trabalho.

TeK: Há já alguns clientes portugueses que possa referenciar em implementações de HANA?
Paulo Carvalho:
Não podemos ainda divulgar, mas no final deste ano espero ter condições de poder anunciar alguns clientes. Os clientes portugueses estão muito interessados, mas temos também algumas organizações que não são clientes SAP que estão interessados e a ouvir a SAP sobre este tema. Como sabe o HANA não implica que a fonte de informação esteja no SAP.

TeK: Uma última pergunta: No último IDC Directions um dos vice-presidentes da IDC colocou Portugal numa nova posição, fora do grupo dos países maduros e no topo dos emergentes, justificando com o facto de haver algumas indústrias muito avançadas mas um grosso de empresas que se mantêm muito longe de garantir as infraestruturas adequadas a nível de TI. A sua experiência em Portugal comprova esta visão?
Paulo Carvalho:
Não fazemos essa classificação e custa-me argumentar sobre um estudo do qual não conheço os fundamentos. Eu acho que Portugal tem, a nível do IT, organizações maduras, mas que não inovaram muito nos últimos anos e vão ter de o fazer, porque senão vão perder competitividade. E esse é um ponto-chave. Vimos acontecer isso noutros mercados.
É natural que em Portugal hoje exista uma dificuldade maior que tem a ver com o acesso ao financiamento, mas muitas empresas não terão alternativa se querem ser competitivas no seu mercado.
Eu não vejo Portugal como um país emergente num sentido lato, mas até concordo que nalgumas áreas existam algumas características parecidas, nomeadamente em algumas destas áreas. Por exemplo no tema da mobilidade, sendo verdade que temos uma das mais altas taxas de penetração de telemóveis e somo um dos países onde já se vendem mais smartphones do que telefones tradicionais, a mobilidade empresarial ainda está pouco presente e pouco explorada, mas que isso vai arrancar certamente não temos dúvidas.
E queria dizer só mais uma coisa: nós temos um compromisso de longo prazo com o país e achamos que temos uma responsabilidade acrescida porque temos uma base de clientes muito vasta em quase todos os sectores de atividade, ou em todos, e em todos os tipos de clientes. Sabemos que podemos aportar valor para os clientes numa situação que é difícil para o país. Vamos ter um desafio maior em conseguir concretizar alguns projetos, mas não vamos deixar de falar de inovação e de trazer inovação aos nossos clientes. Achamos que é a única forma de conseguir fazer uma coisa que é crescer. E se as empresas não crescerem a economia como um todo não crescerá e então não haverá solução para ninguém.

SAP acelera inovação nas soluções de cloud, mobilidade e HANA

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Apesar da conjuntura económica difícil da Europa, a SAP continua a mostrar resultados financeiros invejáveis, e não só em países emergentes. A empresa apresentou no final de outubro os dados para o terceiro trimestre fiscal, com um crescimento de 32%, somando sete trimestres consecutivos com crescimentos de dois dígitos, e Jim Hagemann, co-CEO da SAP, explicou esta manhã na conferência SAPPHIRE, que é tudo uma questão de inovação e estratégia de negócio.

“Na Europa temos a oportunidade e obrigação de aumentar a produtividade, e de inovar, porque esta é a base do crescimento”, justificou perante uma audiência de mais de quatro mil pessoas, de entre as mais de 8 mil que marcam presença na principal conferência da empresa alemã, a decorrer em Madrid.

Jim Hagemann explicou que a empresa tem procurado acompanhar o ritmo acelerado da mudança no mercado, desafiando premissas estabelecidas em várias áreas e reduzindo os ciclos de inovação. “Na crise decidimos inovar e não consolidar. Estamos a renovar os produtos e acreditamos na abertura e em dar opções aos clientes”, sublinhou.

O enfoque da companhia está agora centrado em quatro áreas, onde o core continua a ser dominante mas se apresenta conjugado com as áreas de mobilidade, cloud e big data, ou in-memory, que encontra na tecnologia HANA a resposta para uma gestão mais eficaz dos dados. Estas três áreas combinadas já representam 10% das receitas da SAP, que não tem também parado a inovação nas áreas centrais, apostando na conjugação de todos os elementos para levar mais valor aos clientes.

“Não basta olhar para estas quatro áreas de forma separada. É uma combinação de todos os elementos, com a consistência da nossa área core com a cloud, a mobilidade e a velocidade do HANA. Podíamos dizer que isto parece ser Apple simples e Google Fast, mas nós não estamos na área de consumo e temos de fazer isto para empresas”, adianta. Já na conferência de imprensa, o co-CEO da SAP acrescenta a este “mote” a componente SAP, com o adjetivo “reliable” mas garantindo que está ainda à procura do termo certo para adicionar.

Inovar em quatro vetores
“Estamos a acelerar a velocidade de inovação no core”, garante Jim Hagemann, lembrando que o negócio de Business One está a crescer de forma positiva, assim como o Business by Design, e que a empresa somou mais de 58 mil decisões nos últimos 12 meses. As novas versões do SAP Business Suite 7i2011 integram mais de 120 inovações com um upgrade quase sem disrupções para os clientes, e todos os trimestres estão prometidas novas melhorias.

A empresa está também a apostar fortemente na cloud, onde o Business By Design tem vindo a ganhar terreno nos países em que está a ser utilizado, mas que será alargado progressivamente a um maior número de territórios. Os objetivos são ambiciosos e Jim Hagemann adianta que já há mais de 700 clientes a usar esta solução, o que “prova que podemos gerir todo o negócio na cloud”.

Na área da mobilidade a integração das soluções da Sybase têm vindo a garantir à SAP um conjunto de novos produtos e inovações integradas em várias áreas, mas também aplicações que agora estão reunidas numa nova loja de aplicações, hoje lançada. A SAP Store já conta com 70 aplicações em várias áreas, desde simples funcionalidades a questões mais avançadas de suporte a negócio. A estas juntam-se também aplicações desenvolvidas por parceiros, que são já mais de duas centenas.

Mas Jim Hagemann avisa que a aposta em mobilidade da SAP não é apenas para tornar móveis as equipas de vendas, ou para aumentar a produtividade. “É uma oportunidade, pela primeira vez na história, de chegar de forma direta e instantânea a 75% de 5 mil milhões de pessoas. […] É uma oportunidade de inovar e reinventar o negócio”, justifica

Uma última componente que o co-CEO da SAP acredita que pode mudar a indústria é a tecnologia in-memory, e o SAP HANA, garantindo que já é uma solução real, testada com sucesso em clientes e que está pronta para massificação. A ideia é tornar mais célere a consulta de informação que passa a estar guardada em memória, e não em disco, acelerando desta forma as pesquisas e dando-lhes mais flexibilidade.

“Uma consulta de áreas de rentabilidade pode demorar só alguns segundos e não horas”, explica. “Por isso lhe chamamos a velocidade do pensamento”. Com o SAP NetWeaver® Business Warehouse (SAP NetWeaver BW) agora lançado a empresa quer levar o potencial do HANA a mais de 12 mil clientes que têm datawarehouses e que podem agora explorar o acesso e pesquisa de dados estruturados e não estruturados de uma forma mais fácil.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

HP pode ser comprada por SAP ou Oracle

HP pode ser comprada por SAP ou Oracle, diz analista do Gartner

Segundo Donald Feinberg, a fabricante de hardware é importante para compor ofertas das duas produtoras de ERP, caso ela abandone a venda de PCs para consumidor final.

A saída para a HP encontrar o seu rumo e manter a confiança no mercado, após as constantes trocas de CEOs, pode ser a fusão com a SAP ou com outras companhias de software. A opinião é do vice-presidente de análises de infraestrutura do instituto de pesquisas Gartner, Donald Feinberg, que voltou a comentar sobre uma possível união entre as duas empresas. Porém, ele disse que antes a fabricante de hardware teria de dividir suas unidades de negócios: corporativa e de consumo. Nesse caso, outros candidatos na parte de servidores podem ser Oracle e Microsoft.

Em encontro com jornalistas nesta sexta-feira (30/9) em São Paulo, Feinberg comentou que a HP tem bons produtos, mas que os problemas com a troca de comando traz incertezas para os clientes, que estão renovando os parques de TI. Ele observa que a HP está com problemas de gestão por ter feito quatro trocas nos últimos seis anos, desde a saída da CEO Carly Fiorina em 2005.

A última mudança de comando foi na semana passada, quando Leo Apotheker foi substituído pela candidata a governadora da Califórnia, Meg Whitman. O ex-CEO da SAP estava há 11 meses no comando da HP. Ele sucedeu Mark Hurd, que deixou a companhia acusado de envolvimento em um escândalo sexual com uma ex-consultora de marketing de uma empresa terceirizada.

Apotheker foi demitido por ter tomado diversas decisões que estimularam críticas, incluindo a separação da divisão de computadores da HP, que foi anunciada antes de a empresa ter encontrado compradores. A HP não atingiu as metas financeiras nos últimos nove meses e as ações da empresa caíram pela metade durante a sua gestão.

Problemas de comando

“A HP tem os melhores servidores x86 e foi a empresa que mais cresceu com a venda desses equipamentos nos últimos cinco anos. O problema da HP é o board e não os produtos, que são bons”, afirma o analista do Gartner. Ele acha que a fabricante deveria focar as atenções apenas no segmento corporativo, seguindo o modelo que deu certo na IBM, quando decidiu sair do mercado de consumo, com a venda da divisão de computadores de consumo para a Lenovo.

Feinberg considera que o atendimento aos dois segmentos demanda muito energia das companhias, que precisam ter estruturas duplicadas de vendas e marketing. “Hoje, as empresas não podem mais fazer tudo”, ressalta.

Caso a HP adote essa estratégia, o analista do Gartner acha que a unidade de computadores corporativos pode ser um complemento importante para a SAP na hora da venda de seus aplicativos. Outro ganho para a fornecedora de software é o braço da HP de serviços, antiga EDS.

O especialista acredita que a produtora alemã de sistemas de gestão empresarial (ERP) conseguirá atender melhor aos clientes na entrega de uma solução completa. Hoje, a SAP depende de acordos com fabricantes de computadores para integrar a plataforma Hight-Performance Analytics Appliance (Hana), baseada em nuvem que combina hardware, storage, sistema operacional, software de gerenciamento e recurso de busca de dados in-memory.

Outros possíveis casamentos

Além da HP, o analista do Gartner avalia outros possíveis casamentos envolvendo a HP. Ele diz que a Microsoft é um potencial candidato à compra da fabricante de hardware para poder ter ofertas completas para o mercado corporativo, principalmente o sistema operacional Windows para servidores e sistemas para cloud computing. Há dois anos, Feinberg afirmou que era a HP que iria comprar a Microsoft. Agora a situação pode se inverter.

Outra associação que não está descartada é com a Oracle. Segundo Feinberg, embora a empresa de Larry Ellison já tenha a linha de hardware da Sun, ela precisa de um braço de servidores mais forte que traga receitas maiores na venda composta com aplicativos da marca.

Fonte
Thomas F. G ( twitter.com/plsql )

ECOSAP Group reunirá empresários, executivos e usuários SAP de pequenas e médias empresas

Por ANA TARRAGÓ Info TI,
Iniciativa inédita tem por objetivo estimular o intercâmbio entre os cerca de dez mil usuários e executivos do mercado SMB local, discutir e sugerir o futuro das soluções e formar novos profissionais no ecossistema SAP. As reuniões serão trimestrais e a primeira acontece em 17 de novembro

Em alinhamento com a estratégia da SAP de focar o segmento das pequenas e médias empresas, surge no Brasil o ECOSAP Group. Iniciativa inédita, globalmente, o ECOSAP Group nasce com o objetivo de reunir empresas, executivos e usuários do Ecossistema SAP do mercado SMB no Brasil e América Latina – inicialmente Chile e Argentina.

No Brasil, 65% do faturamento da SAP é proveniente do segmento SMB e somente no primeiro semestre de 2011 houve um crescimento de 35% na atuação da companhia neste mercado. São cerca de 35 mil empresas em todo o mundo, sendo 10 mil usuários no país e 40 mil usuários na América Latina.

De acordo com Mozart Marin, fundador e presidente, o ECOSAP Group consiste em uma comunidade de negócios participativa, sem fins lucrativos e totalmente independente, que pretende assumir no segmento SMB – empresas com até 250 usuários SAP – um papel semelhante ao da ASUG, associação de origem americana que congrega mundialmente grandes companhias usuárias das soluções SAP. Entre os seus propósitos estão criar uma câmara de intercâmbio entre executivos e companhias, discutir e sugerir o futuro e a evolução da solução junto ao fabricante e a formação de novos profissionais no ecossistema SAP.

Até o final de 2012, espera-se que pelo menos 200 empresas já façam parte do grupo. “Essas empresas têm uma necessidade enorme de conversarem entre si. A ideia é incentivar a criação de uma rede que possibilite esse intercâmbio de experiências e seja capaz ainda de gerar negócios”, ressalta

O ECOSAP Group surge com pilares bastante sólidos e estruturados. A formação, capacitação e reciclagem de profissionais é um deles. Por meio de uma parceria com a UniÍtalo, localizada em São Paulo, a instituição irá promover cursos preparatórios para a formação de consultores SAP. A meta é preparar por ano cerca de 500 profissionais. Para isso, a ideia é buscar novas parcerias nas regiões Sudeste (especialmente São Paulo e Rio de Janeiro), Centro-Oeste e Nordeste.

Outro pilar foi concebido com a finalidade de viabilizar crédito para investimentos em tecnologia de ponta. O ECOSAP Group terá em seu corpo diretivo, especialistas em gestão financeira, que orientarão a abordagem e estudarão parcerias com instituições de crédito de diversas naturezas de forma estruturada. Além disso, faz parte do escopo do grupo a discussão de melhorias e da evolução contínua dos produtos SAP e das soluções complementares (Add-ons), focando principalmente na verticalização.

Um Conselho Executivo formado por experientes profissionais do mercado, com amplo conhecimento de SAP e do segmento de pequenas e médias empresas será responsável por conduzir as atividades do ECOSAP Group. Mozart Marin, que atualmente é Diretor Executivo da Quintec do Brasil e que anteriormente ocupou cargos técnicos e executivos em grandes empresas, como Datasul, Neogrid, Oracle, SAP, WA, é o presidente da entidade. Já Marco Land, que possui 25 anos na área de TI e hoje atua como consultor voltado a projetos de estratégia de TI e Human Capital, será o vice-presidente. Além disso, o ECOSAP Group tem como diretores Helio Azevedo – sócio da SalesTalent (ex-diretor SAP, responsável pelo lançamento do SAP Business One no Brasil), empresa focada em Treinamento, Consultoria e Outsourcing de vendas; Paulo Sergio Pollo – CIO da UniItalo, cliente do SAP B1,Consultor de Sistemas há 25 anos e com experiência no meio acadêmico; e André Telles – CEO da Ecosan.

O ECOSAP Group terá encontros presenciais trimestrais que acontecerão em São Paulo, no Campus da UniÍtalo. O primeiro deles acontece em 17 de novembro. Além disso, o Grupo já possui discussões abertas nas redes sociais, canal que pretende utilizar de forma bastante efetiva. Visite a Fan Page Facebook (http://www.facebook.com/pages/ECOSAP-Grupo-de-clientes-executivos-e-usu%C3%A1rios-do-ecossistema-SAP-SME/131733100263402), e os perfis no Linkedin (http://www.linkedin.com/groups?gid=4145578&goback=%2Eanp_4145578_1319569505935_1) e Twitter (ECOSAPGroup).