20 de junho de 2013

Hudson Yards: o novo bairro que vai transformar o "skyline" de Manhattan

Teresa de Miguel.

Nova York, 20 jun (EFE).- Embora Manhattan seja um dos lugares mais superpovoados do mundo, no seu limitado território ainda resta uma extensa área a ser explorada. Ela se chama Hudson Yards e, quando acabar o maior projeto urbanístico da história de Nova York, o “skyline” da cidade será transformado para sempre.

Por enquanto, poucos conseguem situar no mapa essa isolada zona que abrange da rua 30 à 42, entre as 8ª e 12ª avenidas. Em uma vista aérea da ilha, esse terreno aparece como um grande vazio, um oco na cidade dos arranha-céus onde não ainda chegou o desenvolvimento desenfreado.

Mas o projeto imagina um novo bairro construído do zero que irá contar com 20 mil apartamentos, um grande centro cultural, hotéis, muitos parques, uma nova linha de metrô e mais de uma dezena de arranha-céus.

“Vai ser o novo coração de Nova York”, disse o fundador e presidente da Related Companies, principal responsável pelo projeto, junto de outras autoridades nova-iorquinas – é um dos “meninos dos olhos” do prefeito Michael Bloomberg – e múltiplas empresas de design e arquitetura.

A iniciativa já tinha sido elaborada há anos, mas a construção só começou em dezembro do ano passado, depois de ajuste de solo e do longo processo de licitação que começou em 2005.

Pouco a pouco, o faraônico projeto de US$ 12 bilhões – o mais ambicioso da história de Nova York e um dos maiores de capital privado de todo o país – começou a tomar forma, e nos últimos dias foram anunciados os detalhes do que será um dos maiores arranha-céus da cidade: o 3 Hudson Bulevard.

Situado no cruzamento entre a rua 34 e avenida 11, o edifício de 305 metros de altura projetado pela construtora “Moinian” custará cerca de US$ 900 milhões e vai abrigar tanto residências comerciais quanto particulares, e contará com um terraço de dois andares.

Este não é o maior arranha-céu previsto para Hudson Yards. A construtora Related, encarregada pela área que abrange da rua 30 até a 33, entre as avenidas 10 e 12, construirá a chamada Torre Norte, de 407 metros, rivalizando em altura com o Empire State Building.

A empresa já está construindo a Torre Sul, prevista para 2015, e que conseguiu que a marca de acessórios Coach aceitasse transferir sua sede para o edifício de 273 metros, que também contará com a L’Oréal, empresa de cosméticos, e a SAP, de tecnologia, como inquilinos.

Além disso, a construtora é a encarregada de um dos pontos mais importantes do projeto, o Culture Shed. Esta empreitada vai se tornar em centro multicultural que será o novo lar da Semana da Moda de Nova York, que tem sido celebrada temporariamente em tendas no Lincoln Center.

Se algo conseguiu levar adiante este projeto e fazer com que as construtoras acreditem nele foi o êxito sem precedentes do High Line – velhos trilhos elevados de trem que, ao invés de serem destruídos, como havia sido proposto, foram transformados em um parque que transformou em ouro cada bairro que cruzou.

O terceiro e último trecho que está sendo construído desse parque que margeia Hudson Yards vai oferecer o atrativo número de mais de quatro milhões de visitantes por ano, que aproveitam o passeio para fazer compras nas lojas ou comer nos restaurantes.

Não é de se estranhar, portanto, que o primeiro arranha-céu a ser inaugurado em Hudson Yards, a Torre Sul, esteja sendo construído sobre esse parque, tal como o exclusivo hotel Standard, no bairro de Meatpacking, também construído em uma velha zona industrial que é agora a “meca” da elite nova-iorquina.

O projeto não teria sido efetivado sem o compromisso de Bloomberg de destinar US$ 3 bilhões oriundos de recursos públicos para prolongar a linha 7 do metrô – a primeira construída em Nova York – até o novo bairro. EFE

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