12 de junho de 2013

SAP dá novos detalhes de crime em penitenciária

Apesar da brutalidade com que um detento foi morto quinta-feira pela manhã, na Penitenciária “Danilo Pinheiro”, a P1, no bairro do Mineirão, a vítima não teve o coração literalmente arrancado. O esclarecimento foi feito pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que informou ainda que o acusado do crime bárbaro deverá cumprir sanção disciplinar.

A vítima Alex Fabiano Antônio Pereira, 32 anos, preso por furto e que estava numa das celas do “seguro”, não teve realmente o coração arrancado pelas mãos do preso Osvaldo Lopes de Oliveira, 30 anos, como foi imaginado, mas sim desprendido da caixa toráxica. Conforme consta, o setenciado morto se encontrava vestido dentro do banheiro, e somente após a perícia constatou que o seu coração se encontrava solto dentro do peito.

A assessoria de imprensa da SAP informou que após a elaboração do boletim de ocorrência foi instaurado inquérito policial, assim como foi determinada a instauração de procedimento disciplinar. Além disso, a Secretaria solicitará também, ao Juízo de Direito das Execuções Criminais, a internação do preso no regime disciplinar diferenciado, com proposta de permanência por um período de 360 dias.

Nos casos em que os crimes praticados entre os setenciados fogem da normalidade, como nesse caso, a Secretaria adota maior cautela com todo preso que apresentar um perfil diferenciado, mas destacou que crimes como esses não são comuns.
 
O crime
 
O crime considerado de extrema violência aconteceu na cela 6 do seguro da P1, e conforme o relato do próprio réu confesso, inicialmente a vítima foi contida por um golpe conhecido como “mata leão”, ficando desacordada. Na sequência, Osvaldo se utilizou de um estilete fabricado artesanalmente dentro do presídio para abrir a barriga e então alcançar o coração. Depois do crime brutal, o autor ainda banhou e vestiu a vítima, que permaneceu no banheiro até ser descoberta pelos funcionários. Os demais detentos da cela acompanharam a terrível cena.

Conforme o que foi inicialmente apurado, Alex já estava na cela quando Osvaldo chegou e ficou sabendo que foi delatado como membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que segundo ele não é verdade. A maioria dos detentos da P-1 são da facção Terceiro Comando da Capital (TCC), rival do PCC. Osvaldo é acusado de homicídio praticado por motivo fútil e permanecia preso na P-1. O estilete usado no crime não foi encontrado na cela.
 
Cezinha
 
Em 2006 houve uma série de nove homicídios na Penitenciária Danilo Pinheiro relacionada à disputa entre as duas facções. Presos ligados ao PCC que ingressavam na unidade pretendiam matar Cesar Roriz Camargo, o Cesinha, dissidente do PCC e líder do TCC. Presos do TCC se antecipavam e praticavam os crimes geralmente com facas improvisadas e pedaços de madeira. Cesinha foi morto em agosto de 2006 na Penitenciária de Segurança Máxima de Avaré, com estacas cravadas no peito e no pescoço. (Adriene Mendes)

Be Sociable, Share!

Speak Your Mind

*

SAP dá novos detalhes de crime em penitenciária

Apesar da brutalidade com que um detento foi morto quinta-feira pela manhã, na Penitenciária “Danilo Pinheiro”, a P1, no bairro do Mineirão, a vítima não teve o coração literalmente arrancado. O esclarecimento foi feito pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que informou ainda que o acusado do crime bárbaro deverá cumprir sanção disciplinar.

A vítima Alex Fabiano Antônio Pereira, 32 anos, preso por furto e que estava numa das celas do “seguro”, não teve realmente o coração arrancado pelas mãos do preso Osvaldo Lopes de Oliveira, 30 anos, como foi imaginado, mas sim desprendido da caixa toráxica. Conforme consta, o setenciado morto se encontrava vestido dentro do banheiro, e somente após a perícia constatou que o seu coração se encontrava solto dentro do peito.

A assessoria de imprensa da SAP informou que após a elaboração do boletim de ocorrência foi instaurado inquérito policial, assim como foi determinada a instauração de procedimento disciplinar. Além disso, a Secretaria solicitará também, ao Juízo de Direito das Execuções Criminais, a internação do preso no regime disciplinar diferenciado, com proposta de permanência por um período de 360 dias.

Nos casos em que os crimes praticados entre os setenciados fogem da normalidade, como nesse caso, a Secretaria adota maior cautela com todo preso que apresentar um perfil diferenciado, mas destacou que crimes como esses não são comuns.
 
O crime
 
O crime considerado de extrema violência aconteceu na cela 6 do seguro da P1, e conforme o relato do próprio réu confesso, inicialmente a vítima foi contida por um golpe conhecido como “mata leão”, ficando desacordada. Na sequência, Osvaldo se utilizou de um estilete fabricado artesanalmente dentro do presídio para abrir a barriga e então alcançar o coração. Depois do crime brutal, o autor ainda banhou e vestiu a vítima, que permaneceu no banheiro até ser descoberta pelos funcionários. Os demais detentos da cela acompanharam a terrível cena.

Conforme o que foi inicialmente apurado, Alex já estava na cela quando Osvaldo chegou e ficou sabendo que foi delatado como membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que segundo ele não é verdade. A maioria dos detentos da P-1 são da facção Terceiro Comando da Capital (TCC), rival do PCC. Osvaldo é acusado de homicídio praticado por motivo fútil e permanecia preso na P-1. O estilete usado no crime não foi encontrado na cela.
 
Cezinha
 
Em 2006 houve uma série de nove homicídios na Penitenciária Danilo Pinheiro relacionada à disputa entre as duas facções. Presos ligados ao PCC que ingressavam na unidade pretendiam matar Cesar Roriz Camargo, o Cesinha, dissidente do PCC e líder do TCC. Presos do TCC se antecipavam e praticavam os crimes geralmente com facas improvisadas e pedaços de madeira. Cesinha foi morto em agosto de 2006 na Penitenciária de Segurança Máxima de Avaré, com estacas cravadas no peito e no pescoço. (Adriene Mendes)

Be Sociable, Share!

Speak Your Mind

*